sexta-feira, 20 de novembro de 2009

TV BLOGO – STEVIE WONDER E GILBERTO GIL

E encerramos essa mini-celebração com uma união e tanto: Stevie Wonder e Gilberto Gil improvisam uma deliciosa versão de “Desafinado”. A qualidade do vídeo é ruim, mas dá para sentir a reverência com que Gil se comporta ao lado do “Maravilha”, um de seus grandes ídolos. Se fosse eu lugar dele faria o mesmo, com a diferença que eu estaria tremendo de nervosismo e emoção de tocar ao lado do sujeito mais musical que eu já ouvi.

TV BLOGO – ITAMAR ASSUMPÇÃO

E continuamos com o saudosoNego Dito” Itamar Assumpção, girando esse mundo todo com seusEmbalos”. Sempre me impressionei com o entrosamento da banda Isca de Polícia. Lendo depois o songbook do Itamar, ficou claro que era tudo fruto de muito, mas muito ensaio mesmo. Um claro exemplo que não basta ser talentoso, é preciso trabalhar também para se atingir a genialidade.

TV BLOGO – MILES DAVIS

No dia da consciência negra, o blog abre espaço para uma sexta-feira musical em homenagem a uma série de artistas que eu adoro e que sempre foram ativos na questão da igualdade racial. E nada melhor que o “príncipe negro” para abrir a sessão: Miles Davis (e Marcus Miller, e Najee, etc, etc) numa ótima rendição de “Tutu”. Aperte o play e boa viagem!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

BLÖDE SAISON

Seria essa a tradução de “Silly Season” em alemão. E o idioma de Goethe foi escolhido porque todos os indícios apontam para uma dupla de pilotos completamente germânica para a Mercedes GP em 2010. E ela está , na foto acima. Nico Rosberg está certo, todo mundo sabe. Mas a inesperada vaga aberta pela saída de Jenson Button abriu novas perspectivas. Algumas que parecem um sonho, outras mais reais.

Nick Heidfeld é
quem está mesmo mais perto da vaga. Recebeu elogios públicos de Norbert Haug em Interlagos e é, dos pilotos disponíveis no mercado, a melhor opção do ponto de vista pragmático dos alemães: barato, experiente, vai somar pontos com regularidade e ajudar nos ajustes do carro ao longo do final de semana. Se Rosberg é a aposta para o sucesso, Heidfeld cairia como uma luva no papel de segundo violino, dando o suporte necessário para o solista. A negociação com seu empresário está em curso, mas há outros nomes na pauta, como é praxe na Fórmula 1.

O
de Michael Schumacher seria inevitavelmente ventilado numa situação como essa, e foi o que aconteceu hoje na Europa, em diversos meios. As assessorias do piloto e da Mercedes desmentiram. “É natural que isso aconteça enquanto houverem cockpits vagos. Mas algumas especulações são sonhos que jamais se tornarão realidade”, foi o que disse o pessoal de Stuttgart.

Mas
minha bem-informada colega Karin Sturm informa que gente ligada a Willi Webber admite a existência de uma, ainda, sondagem. Dinheiro não seria problema, pois as duas partes estão cientes do retorno publicitário que a associação traria. As semanas seguintes ao anúncio da volta que não aconteceu, no meio do ano, mostraram muito bem isso. Mas há uma série de implicações que complicam o “sonho”: Schumacher prolongou seu contrato de conselheiro da Ferrari por mais três anos e os italianos não teriam muitos motivos para fazer umfavor” ao rival e liberá-lo. E sua própria saúde ainda gera dúvidas. No Race of Champions, o alemão não dirigiu todos os modelos disponíveis, possivelmente pelo pescoço ser ainda incapaz de suportar algumas forças. Talvez o sonho não vire realidade por uma questão que vai além da inconsistência da especulação.

Ah!
Ainda tem Ralf Schumacher na foto. Pois é: ele é piloto da Mercedes-Benz na DTM e tem uma ótima relação com Norbert Haug, mas carece tanto do apelo publicitário quanto do talento do irmão. A questão é que Ralf, assim como Jacques Villeneuve, botou na cabeça que quer voltar para a Fórmula 1. Suas chances na Mercedes são zero, mas ele esteve em Hinwil e mantém conversas para uma eventual vaga na Sauber. Para melhorar suas chances, torce pela escolha de Nick Heidfeld pela equipe prateada.

Quanto
a Kimi Raikkonen, o discurso de Steve Robertson à Autosport indica o que é óbvio: se pagarem o que eles pedem, é pegá-lo. Mas Norbert Haug nunca foi o maior de Raikkonen, ele é tido como um piloto caro de motivação duvidosa. E não se encaixa de jeito nenhum no tipo de marketing que a Mercedes gosta de aplicar, na imagem que a empresa gosta de vender. Difícil imaginar que vão mudar de idéia de uma hora para a outra, só porque Button foi embora.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

BUTTON DENTRO

Uau! Jenson Button pegou de bom grado o salário mais polpudo (e por três anos) e o abacaxi de ser o companheiro de equipe de Lewis Hamilton na McLaren. Para quem foi campeão do mundo de forma merecida, mas nem de longe acachapante, uma demonstração de autoconfiança e tanto. Mas tem que ter mais por trás de sua decisão do que apenas o dinheiro. Na sua visita a fábrica de Woking, deve ter entendido que o projeto da McLaren para o ano que vem é muito forte. Hamilton deu sinais disso quando conversei com ele no desfile dos pilotos em Interlagos. “Tenho certeza que vou brigar pelo título do ano que vem”. Podia ser um discurso retórico, mas seus olhos exalavam confiança.

Como
muitos de vocês (opine nos comentários e na enquete ao lado), não acho que Button seja capaz de bater Hamilton com o mesmo equipamento. Quem ganhou mesmo com o acordo foi a McLaren. Primeiro por ter finalmente encontrado um companheiro de equipe que vai exigir mais do talento de Hamilton, superando-o em algumas ocasiões e ajudando a equipe realmente no Mundial de Construtores. Depois, por dar um murro nas pretensões da Mercedes de entrar na categoria com o número 1 e com uma dupla de pilotos com um mínimo de apelo.

Nico Rosberg tem
potencial – e pouco mais que isso. E os outros nomes disponíveis no mercado não fazem brilhar os olhos de ninguém: Heidfeld, Kovalainen, Klien, etc e tal. É raro, mas Ross Brawn teve de engolir hoje uma senhora derrota. Diante da perspectiva de ter a Mercedes (e Rosberg no pacote), não deu a Rubens Barrichello o menor sinal de que poderia contar com ele, tranqüilo que estava com a renovação de Button. Perdeu o inglês, o número 1 e havia perdido o brasileiro. Um piloto que cairia com uma luva nessa Mercedes GP.

KIMI FORA

Então ano sabático será. Um bem polpudo, diga-se de passagem. Os números variam, mas estima-se que Kimi Räikkonen ganharia como multa da Ferrari de sete a dez milhões de euros a mais caso não corra por outra equipe. Nãopara dizer que o dinheiro não pesou na decisão. Na sua negociação com a McLaren, que realmente queria contar com seus serviços, o salário oferecido foi parecido ao número que envolveu Jenson Button (seis milhões), mas seus empresários pediram quase o dobro. Pesaram os pró e os contras, pegaram a calculadora e chegaram à conclusão de que mais valeria a pena ficar em casa sem fazer nada (eventualmente, participações em ralis por pura diversão) do que ganhar o mesmo dinheiro para tentar ser campeão do mundo pela McLaren, encarando uma série de eventos promocionais aborrecidos e um companheiro de equipe forte. Dar-se ao trabalho pra quê?

Se o
seu desejo por suceder na Fórmula 1 fosse tão grande como ele monossilabicamente afirma, a decisão seria outra. Kimi aceitaria o desafio, o corte nos ganhos (nada que atrapalhasse o futuro de quem ganhou centenas de milhões na carreira) e trabalharia como nunca numa equipe que, todos apostam, terá um carro competitivo em 2010.

Na
verdade, teria feito o mesmo na Ferrari. Mas a impressão que ele deixa (não em mim, irrelevante, mas em seus empregadores) é a de não estar totalmente aplicado na rotina massacrante de uma temporada. Seu ânimo parece variar de acordo com cada pista: em Spa ele chega com fogo nos olhos, em outras parece contar as horas para voltar para casa. Vale lembrar que Kimi foi a aposta de Montezemolo para substituir Michael Schumacher na Ferrari. Apenas dois anos depois de conquistar o título, lhe é mostrada a porta de saída. Motivos os italianos devem ter.

Eu
acho sim que a Fórmula 1 vai perder muito com a presença de Kimi Raikkonen. Talentoso, endiabrado nos seus dias (Fisichella que o diga) e carismático às avessas por viver num planeta à parte, como bem definiu Stefano Domenicali, sem se importar com o politicamente correto e toda aquela baboseira que infelizmente acompanha o ambiente da categoria.

Mas
ele nunca será como seu ídolo James Hunt. Uma propensão para festinhas etílicas e um único título mundial os unem. Mas quem leu a ótima biografia do inglês escrita por Gerald Donaldson sabe que Hunt tinha comprometimento total com a vitória, um verdadeiro obcecado que corria longas distâncias diariamente quando poucos pilotos pensavam no condicionamento físico. E que não conseguiu se manter longe da categoria mesmo depois de parar de correr, se tornando um respeitadíssimo comentarista e um tutor de jovens pilotos, como o compatriota de Kimi, Mika Hakkinen (que o venera). Impossível imaginar Kimi falando ao microfone, quanto mais dando conselhos a alguém.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

E A RENAULT?

Timo Glock confirmou nesta terça-feira que vai correr pela equipe Manor/Virgin no ano que vem. O acordo estava fechado há algum tempo e veio à tona agora porque o futuro prateado da Brawn GP, time que a Virgin apoiava, tornou-se público ontem. O brasileiro Lucas di Grassi aparece como principal candidato à vaga, mas ainda há uma série de detalhes a serem acertados antes de assinar. O time também conversa com o norte-irlandês Adam Carroll, último campeão da moribunda A1GP.

As
notícias da Manor jogam ainda mais dúvidas sobre o futuro da Renault. Glock aparecia como um nome bem cotado para ser o companheiro de equipe de Robert Kubica, mas resolveu/precisou plantar seu futuro em outra seara. O próprio Di Grassi é um candidato natural a correr ao lado do polonês. Ele vai testar com a Renault em dezembro e afirmou ontem que ainda é uma das opções da equipe. Mas eu o sinto muito mais focado na (e próximo da) Manor.

A Renault
ainda teria um punhado de alternativas no mercado: Heikki Kovalainen, Nick Heidfeld, até mesmo o nome de Franck Montagny foi ventilado nesta semana. Mas a impressão que fica é que o time tirou o nessa busca por um segundo piloto, um sinal preocupante de que ninguém sabe muito bem o que vai ser do futuro da organização.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

TV BLOGO – STEVIE WONDER

A música que foi um dos grandes sucessos de 1975 foi lançada na verdade em 16 de novembro de 1974. “Boogie On Reggae Woman” é uma das músicas de Stevie Wonder que eu mais gosto, pelo ritmo e pela letra, uma cantada charmosa e, aparentemente, mal sucedida. Um mote que serviu para o pessoal da Motown criar um vídeo retratando o movimento de libertação das mulheres dos anos 70. Som e imagens deliciosamente datados. Aperte o play e boa audição!

TV BLOGO – BARBEIRAGEM


Agora
a assessoria de imprensa da equipe não vai mais poder pegar no de quem escrever que Luca di Montezemolo não é capaz de conduzir a Ferrari.

MAIS DO MESMO

Vi hoje no Tazio a imagem do circuito que deve abrigar o GP da Índia em 2011. Com um traçado obviamente feito a partir de uma folha em branco, repetindo as mesmas fórmulas do Hermann Tilke que provaram ser ineficazes em Abu Dhabi. Vai ser um autódromo lindo, com o paddock reproduzindo a arquitetura local, instalações modernas, etc, etc. Mas, com essa pista, a corrida vai ser um lixo. Mais uma em um verdadeiro Lexotan de milhões de dólares. De embrulhar o estômago...

TROCANDO EM MIÚDOS

O anúncio realizado hoje na Alemanha por Dieter Zetsche (o Barão do Rio Branco de óculos) é o resultado de longas e acaloradas discussões entre advogados da Mercedes-Benz e da McLaren, que vinham faz tempo e cujo ponto alto aconteceu em Abu Dhabi. A marca alemã conseguiu o divórcio da equipe britânica e assumiu a Brawn GP, comprando 75,1% das ações e marcando, agora sim de forma integral, a volta da equipe de fábrica à Fórmula 1 depois de 55 anos.

Como “medida do Bonfim”, os alemães deixam para a McLaren o fornecimento dos motores até o ano de 2015, uma bom negócio para a turma de Woking, já que o atual acordo terminaria em 2012. Em troca, o McLaren Group vai comprar as ações da Mercedes (40% do total do McLaren Group), num processo que vai até 2011.

E é com essa grana que os alemães estão comprando a Brawn. Um ótimo negócio, diga-se de passagem. Durante anos, eles despejaram um rio de dinheiro na McLaren para ser apenas o nome depois da apóstrofe. Agora, por muito menos, assumem uma equipe com o know-how de um chefe-de-equipe também vencedor. Uma medida correta em tempos de contenção de custos, tomada com o pragmatismo habitual da turma de Stuttgart.

Resta saber quem vai ficar com o “disco do Pixinguinha”, também conhecido como Jenson Button. Não consigo imaginar a Mercedes-Benz deixando passar a oportunidade de voltar à Fórmula 1 com o número 1. Não faz o menor sentido. O único rumor que justificaria isso saiu na GP Week dessa semana, afirmando que o contrato de Nico Rosberg com a Mercedes teria uma cláusula que impediria que seu companheiro de equipe ganhasse mais que ele – uma maneira indireta de lhe garantir um status de número 1. Eu não acredito que a Mercedes teria sido burra a ponto de aceitar isso e apostar todas as fichas num piloto que, por enquanto, mostrou apenas potencial. Se for verdade isso, Zetsche vai ficar com todos os LPs de Axé e deixar o Pixinga com Ron Dennis.


A McLaren resolveu com o acordo um de seus problemas, garantindo motores competitivos para os próximos seis mundiais. Mas ganhou um enorme abacaxi: toda a enorme estrutura do grupo, incluindo Paragon (o nome da sede suntuosa), vivia basicamente da “mesada” prateada. Sem encontrar um investidor generoso e de peso, o time vai ter que fazer cortes tremendos em todos os setores. Vale lembrar que Ron Dennis andou nos últimos meses desesperado para achar um investidor para o braço automotivo do grupo. Agora vai ter que achar um para a companhia inteira. Ele sempre foi um ótimo vendedor, mas vai ter que provar isso agora, e num cenário pouco favorável.

A briga entre as duas partes era inevitável. A Mercedes-Benz se manteve impávida, mesmo com a imagem manchada pelos escândalos da espionagem e da mentira. Mas a gota d'água (dá-lhe Chico!) aconteceu com Ron Dennis apresentando seu super-esportivo (concorrente da Mercedes) na feira de Frankfurt, o mais importante evento do ano para os alemães. Foi uma briga feia, mas que rendeu um adorável press-release vindo de Woking, no qual tucanaram o pé-na-bunda.

Quem se deu bem com a separação do casal foi o novo amante da mulher da prata. Ross Brawn assumiu a fábrica de Brackley comprando o espólio da Honda a preço de banana, só com o compromisso de manter tudo funcionando. Fez um foguete com o dinheiro dos japoneses, garantiu o título com uma trupe afinada e angariou uma fortuna com a venda da organização. Agora, milionário, vai brincar de ser um novo Alfred Neubauer à frente da Mercedes GP.

sábado, 14 de novembro de 2009

TV BLOGO – USF1

Essa eu vi no ótimo Formula UK do amigo Mike Vlcek: alguém com um ótimo senso de humor colocou no You Tube algumas animações satirizando o dia-a-dia da USF1, a mais misteriosa das novas equipes da Fórmula 1. Vale a pena dar uma olhada em todos os vídeos aqui – e de preferência rápido, afinal o You Tube pertence a Chad Hurley, um dos principais investidores da equipe. Deixa ele descobrir isso...

POR AMOR OU POR DINHEIRO?

A visita de Jenson Button à fábrica da McLaren em Woking nesta sexta-feira deixou a imprensa do país em polvorosa. A expectativa de ver os dois pilotos ingleses, recentes campeões mundiais, dividindo a equipe que a maioria deles mais gosta seria como ganhar sozinho na mega-sena acumulada. Mas a chance de isso acontecer é grande mesmo?

Eu ainda acho que foi mais uma sondagem e uma maneira das duas partes mandarem sinais de fumaça a seus alvos verdadeiros. Button mostra a Ross Brawn que existe outras alternativas dispostas a pagar o salário que gostaria de receber no seu time atual; e Martin Whitmarsh grita no ouvido dos empresários de Kimi Raikkonen que é melhor baixarem as exigências ou outra alternativa pode surgir para o lugar do finlandês. No fundo, a turma da Fórmula 1 quer levar uma vida moderninha, mas se morde de ciúme.

Por outro lado, deve haver uma centena de filmes de Hollywood em que um flerte simulado para causar inveja em outras partes termina com os dois personagens da tramóia perdidamente apaixonados. Eu até consigo ver a McLaren interessada em Jenson Button: um piloto competente que traz o número 1 na bagagem e um interesse de mídia enorme. Especialmente na Grã-Bretanha.

O problema é o contrário. Sabendo que a Mercedes-Benz vai colocar suas fichas todas na Brawn, o que Button ganharia trocando o time pela McLaren, onde seria companheiro de um piloto excepcional e prata da casa? É óbvio que, esportivamente, faz muito mais sentido apostar na continuidade, tendo um ainda verde Nico Rosberg como companheiro de equipe. E, é preciso deixar claro, não acho que a Brawn vá ser um “one hit wonder”. Além da chegada da Mercedes, o time já pescou um grande patrocinador. Especula-se que seja a companhia aérea Emirates. Assim, se por acaso Button assinar com a equipe de Woking, vai ser difícil acreditar que foi por amor.

TV BLOGO – SANTANA

As congas soaram para valer num Maracanã lotado numa noite quente do verão de 1991. A segunda edição do Rock In Rio foi a da minha juventude e eu, claro, estive lá – mas não para ver Santana, infelizmente. Hoje, trombei no You Tube com essa fantástica rendição de Black Magic Woman/Gipsy Queen, o número “arrasa quarteirão” do guitarrista mexicano. Bom demais, como era de se esperar. Você estava lá naquele dia? Conte como foi!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

MINIATURAS – DALLARA-INDY

Falávamos no final de semana da Dallara chegando na Fórmula 1 como construtora do chassi da Campos, e o Carlos Colangelo enviou o mais veloz modelo da marca italiana, aquele utilizado na Fórmula Indy – no caso, o piloto é o inglês Dan Wheldon, da equipe Panther. Vivemos a expectativa da volta da categoria ao Brasil, em local ainda a ser confirmado. Tomara que o evento aconteça mesmo e seja um sucesso.

Lembro-me
bem da cobertura da primeira prova no Rio de Janeiro em 1996, vencida pelo André Ribeiro, um evento animado e que abriu um mês de intensa atividade automobilística no País, com a prova de Fórmula 1 acontecendo duas semanas depois. Ah! E foi naquele cenário sensacional de Jacarepaguá, sítio violentado e assassinado pelas autoridades (in-)competentes.

A miniatura do Carlos foi feita pela Hot Wheels, na escalan 1:24.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A VOLTA DO INCONFIDENTE

O contra-ataque jurídico de Flavio Briatore era óbvio desde a publicação do veredicto dado pela FIA em cima do odioso “Crashgate”. Embora ninguém são duvide de seu conhecimento e envolvimento no episódio, os argumentos inconsistentes da decisão deixaram mesmo a impressão de que o seboso italiano precisaria apenas de um bom advogado para tentar revogar a controversa pena.

faz algum tempo que o paddock recebe ventos que sopram um possível retorno de Briatore. Certo mesmo é que ele não ficou parado desde que foi banido do esporte. No último mês, um investidor de Luxemburgo chamado Gerard Lopez apareceu como um candidato a comprador da Renault, mas a conversa não foi adiante. Ao que parece, porque houve a desconfiança que por trás dele estaria justamente Briatore. Ou seja: no nebuloso núcleo de negócios e poder que rege a Fórmula 1, ninguém o dá como vencido.

Quanto
ao retorno de Nelsinho Piquet à categoria, a situação parece mais complicada. Embora a maioria das novas inscritas ainda possuam vagas, o interesse se concentra em pilotos muito experientes ou em quem tenha muito dinheiro para trazer. E o brasileiro não se encaixa em nenhum destes perfis. Uma temporada nos Estados Unidos aparece como variante mais provável para ele.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

TV BLOGO – MUTANTES

Estou com visitas de Londres nesta semana, o que inevitavelmente me recorda da última vez que estive na cidade: em maio de 2006, para ver a volta dos Mutantes. Contando com seu núcleo principal, foi um grande show. E o sentimento nostálgico me fez passar o dia de hoje escutando a banda, algo que, confesso, não fazia faz algum tempo. Tempo perdido, aliás, constato ao ouvir clássicos como “Fuga N°II”. E sempre é bom ver meu amigo Dinho Leme mandando ver na bateria, seja nesse vídeo feito há 40 anos ou hoje em dia.

BIBERLE EM INTERLAGOS

As 17 pistas do calendário de 2009 da Fórmula 1 receberam com espanto aquele personagem. Sentado num bólido vermelho com desenho parecido aos charutinhos do final dos anos 60, Biberle passou por toda a rotina dos outros 20 pilotos da categoria: fez um pit-stop na Malásia, trocou pneus em Cingapura, encarou a Eau Rouge com respeito e acabou rodando numa zebra em Monza.

O
diminuto piloto num carrinho de brinquedo pertence ao alemão Achim Hofstädter, uma das figuras mais legais do paddock. O sempre bem-humorado fisioterapeuta de Rubens Barrichello na Brawn GP tem a fotografia como hobby, e usou “Biberle” como tema para criar imagens de bela plasticidade a cada circuito visitado. Ficaram tão boas que foram aproveitadas num feature no site oficial da equipe.

Eu sou um dos muitos que ficaram impressionados com o resultado. E faço questão de divulgá-lo. A partir de dezembro, Biberle terá endereço próprio na Internet: www.rennfahrer-biberle.com. Vale guardar o link para visitas futuras. Um preview do que estará lá aparece na imagem acima, uma première mundial que o Achim gentilmente ofereceu a este blog: Biberle em Interlagos (clique para ampliar)!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

TV BLOGO – THE DIRTY MAC

Não me entendam mal: eu adoro os Beatles acima de tudo, minha paixão pela música se deve em enorme parte por causa deles. Mas a melhor versão de “Yer Blues” é esta do vídeo acima, gravada para o especial “Rock n’ Roll Circus” que os Rolling Stones fizeram para a tevê em 1968. Flanqueado por Eric Clapton na guitarra, Keith Richards no baixo e Mitch Mitchell na bateria, John Lennon executa uma apresentação com a fúria que a música sugere. Pena que a história do "The Dirty Mac" (o nome que Lennon deu ao grupo) tenha ficado só nisso. Aperte o play e boa audição!

FOTO DO DIA – GP DA FRANÇA DE 1953

Ainda parece mais um desejo do que um rumor fundamentado. Em seu blog, o jornalista inglês Joe Saward pegou o fato da Renault estar relançando o nome Gordini para sua linha de carros esportivos para questionar se o programa de F-1 da empresa faria parte desse plano de reviver a marca. “Pode ser que a Gordini aparecerá nos planos de F-1 que serão anunciados por Carlos Ghosn dentro de algumas semanas”, escreveu.

Eu
me surpreenderia se isso acontecesse, mas aplaudiria de a decisão. Embora a Renault seja a marca francesa sinônimo de sucesso, o nome acabou muito atrelado ao infeliz episódio da batida premeditada em Cingapura. Resgatar o significado histórico da Gordini, a pioneira das marcas francesas na Fórmula 1 (não no automobilismo, que fique bem claro) daria uma bela mensagem de um novo começo para a organização. E, pintando o carro de azul (como o Gordini 16 de Maurice Trintignant da foto), daria a identidade francesa que os torcedores e a imprensa de lá tanto anseiam.