Nada como um especial para celebrar um final de temporada, não é? Preparei um em três partes, começando com os dez melhores da temporada na minha opinião. Discorda de algum ponto? Faltou alguma coisa imprescindível? Dê a sua opinião! E amanhã tem mais especial, aguarde!
10° lugar – Kamui Kobayashi
Em duas corridas, o japonês da Toyota trouxe uma (enorme) lufada de ar fresco para a Fórmula 1, mostrando agressividade, executando ultrapassagens e deixando marcas no conceito de muitos novatos (e veteranos, e mesmo do campeão do mundo).
9° lugar – Pole de Button em Mônaco
Seu desempenho nos treinos livres tinha sido bom, mas não excepcional. No Q2, Button ficara apenas em oitavo lugar e, no Q3, estava estacionado em posições intermediárias quando foi para sua última volta rápida. Um giro determinado, no limite e perfeito, que lhe garantiu uma pole position da qual jamais pareceu candidato.
8° lugar – Lewis Hamilton
Depois do chamado “escândalo da mentira” e de uma atuação triste na sua casa em Silverstone, o ano de Lewis Hamilton parecia fadado ao fracasso. Mas a McLaren soube lhe desenvolver um carro competitivo e o inglês retribuiu com duas vitórias e mais um par de grandes atuações. Acima de tudo, mostrou que o mais menino dos campeões mundiais está mais maduro do que nunca.

7° lugar – Circuito de Suzuka
O pessoal do Mobility Land gastou um bom dinheiro na reforma de Suzuka e mostrou que mesmo uma pista tradicional pode atender aos padrões da Fórmula 1 moderna, com um paddock e boxes amplos e instalações confortáveis. E o traçado de John Hugenholtz provou mais uma vez ser um dos mais desafiadores do mundo. A nova geração da categoria que o diga.

6° lugar – Mark Webber
“Webbo” passou o ano de cama e a pré-temporada submetido a uma intensa fisioterapia, incluindo sofridas sessões em câmaras criogênicas (sim, aqueles ambientes gelados usados em bancos de esperma, por exemplo). O esforço foi recompensado com duas vitórias e um ritmo mais próximo de Sebastian Vettel do que muita gente imaginava, configurando sua melhor temporada na Fórmula 1.

5° lugar – GP do Brasil
Interlagos estabeleceu-se como palco de decisões, mas o Grande Prêmio do Brasil foi além disso. Seu traçado garantiu ótimas disputas, a dose habitual de confusão (o drama do sábado, Trulli e Sutil, Kobayashi e Nakajima) e a tradicional e inigualável paixão da torcida pela categoria, que faz do evento o favorito da maioria de seus personagens (pilotos, membros das equipes, jornalistas, etc).

4° lugar – Adrian Newey
Em sua quarta temporada na equipe Red Bull, o “engênieiro” inglês justificou cada centavo de seu amplo salário projetando o melhor carro da temporada. A mudança radical nas regras permitiu que ele exercesse sua criatividade; a confusão com a regra dos difusores impediu que sua criação dominasse o ano todo. Mesmo assim, Newey correu atrás do prejuízo e realizou com maestria as adaptações necessárias ao difusor duplo. As três vitórias no final do ano ficam como prova.

3° lugar – Giancarlo Fisichella em Spa
O mundo parecia girar ao contrário naquele final de semana de setembro. Giancarlo Fisichella colocou o carro na nanica Force Índia na pole position e só não venceu a prova porque havia um inspiradíssimo Kimi Raikkonen em uma Ferrari com KERS para resistir à sua diabólica pressão durante umas 40 voltas. Com o melhor carro daquele final de semana, o italiano exibiu a melhor faceta do esporte, antes de fazer um dos “worst career moves” da história.

2° lugar – Sebastian Vettel
Está certo, ele cometeu a sua dose de erros, como a desnecessária e desastrada defesa de posição contra Kubica na Austrália, a batida oriunda de pura frustração em Mônaco ou o erro na primeira volta na Turquia. Mas como tudo na trajetória de Vettel é natural, ele aprendeu rapidinho e fez uma tremenda segunda metade da temporada. E deixou a impressão que, apesar das falhas, o título se perdeu mesmo nos problemas de motor que teve. E vê-lo como futuro campeão do mundo já deixou de ser impressão. Virou certeza faz tempo.

1° lugar – Brawn GP
Um inverno de absoluta incerteza – a única certeza que tinham é que o carro projetado era excepcional – criou uma unidade poucas vezes vista em uma equipe de Fórmula 1. E foi esta união o principal segredo do sucesso da Brawn GP em 2009. Se Jenson Button deu o tom e praticamente garantiu o título na primeira metade do ano, Rubens Barrichello mostrou o caminho para a equipe manter a trajetória diante do crescimento dos adversários. E para a turma que sofreu como poucas nas duas temporadas de fracasso que culminaram com a saída da Honda, a dupla conquista de 2009 foi ainda mais saborosa. Numa temporada em que a “insurreição das pequenas” foi o principal fato, o sucesso da trupe mais fraterna e cúmplice, por tudo o que passaram, foi merecidíssima.